Balneário Camboriú tem uma das economias mais verticalizadas do país, no sentido literal. O mercado imobiliário de alto padrão puxa incorporadoras, imobiliárias, corretores autônomos, arquitetos e todo o setor de acabamento — um ecossistema que vive de lançamento, ticket alto e ciclo de venda longo, exatamente o cenário onde perder o histórico de um contato custa caro.
Ao redor dele existe uma segunda economia, movida a temporada: hotelaria, gastronomia, náutica, eventos e turismo receptivo. Entre dezembro e março a cidade multiplica de população e o gargalo deixa de ser atrair cliente e passa a ser dar conta do volume — reserva, fila, agenda e cobrança acontecendo ao mesmo tempo.
E há um terceiro grupo, menos visível e em crescimento rápido: clínicas de estética, odontologia e saúde privada, que competem por agenda cheia e sofrem com falta e remarcação. Nos três casos o problema raramente é falta de cliente. É processo manual que não escala no mês de pico.